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A Unitins e os alunos são nossos

Por Nilmar Ruiz - 14/07/2009

É lamentável que uma série de equívocos e a incompetência tenham feito a UNITINS chegar ao impasse que está.

Gosto de recorrer à história para tentar encontrar uma lógica. Mas quanto mais me recordo do passado, mais inconformada fico.

Em 2000, assumi uma vaga na Câmara dos Deputados para ajudar na federalização da UNITINS ou na criação da Universidade Federal. Optou-se pela criação da UFT e hoje a nossa Federal está aí, crescendo cada vez mais e cumprindo o seu papel na formação das pessoas e no desenvolvimento do Tocantins. Porém, naquele momento, todo o patrimônio da UNITINS foi repassado para a UFT. Restaram-se os barracões de madeira, a vontade e a coragem de algumas pessoas de reerguer a UNITINS.

E foi a parceria UNITINS/EDUCON, tendo naquela época à frente da EDUCON o ministro Borges da Silveira, que fez a UNITINS crescer e virar referência em educação a distância e fez a EDUCON crescer e ser motivo de orgulho para uns e inveja para outros.

Em uma coisa o MEC tem razão: A EDUCON não é uma instituição de ensino. E nem era para ser. A EDUCON, ou EADCON como hoje é chamada, é uma empresa privada que com o decorrer do tempo, através da parceria com a UNITINS, montou um sistema no Brasil inteiro de pólos presenciais e Centros Associados em rede tecnológica, permitindo que alunos das mais distantes cidades brasileiras tivessem acesso ao curso superior.

A UNITINS deveria ter crescido junto, no que se refere ao controle acadêmico e das atividades didático/pedagógicas, responsabilidade da instituição de ensino. A UNITINS deveria ter mantido a proporção de 30% para a EDUCON e 70% para o Estado, conforme o contrato inicial. Ou no máximo ter chegado 50% a 50%. Porém, no decorrer do tempo, a UNITINS foi repassando ou deixando que a EDUCON fosse tomando espaço até chegar aonde chegou, com 18% dos recursos para a UNITINS e o restante para a EDUCON. Só se ocupa um espaço se este estiver vazio, conforme a física nos ensina.

Se a EDUCON encontrou a “galinha dos ovos de ouro” como estão falando, isso é uma lógica de mercado. Qual empresa não tem como foco crescer e progredir? Quantas progrediram no setor educacional, como a ANHANGUERA, que hoje é a maior do Brasil? Porém, o modelo público/privado, como foi idealizado na criação da nossa primeira universidade, permitia que a UNITINS tivesse crescido junto.

Se hoje a UNITINS é “barriga de aluguel” como se diz no MEC, foi porque se deixou. Foi porque não cumpriu o seu papel. Foi por incompetência. Mas até contrato de casamento se refaz sem precisar romper a união...

Não podemos deixar a UNITINS acabar. A UNITINS não pode deixar que o Ministério Público e o MEC tomem as rédeas do que é nosso e determinem o futuro da nossa universidade e dos nossos alunos. Não se pode estimular e promover a transferência dos alunos. É brincar com a vida das pessoas e matar a nossa Universidade. É necessário corrigir os erros, deixar as vaidades e interesses pessoais e institucionais de fora, retomar os vestibulares e fazer com que a UNITINS/EADCON, cada uma no seu papel, continuem beneficiando cada vez mais pessoas e contribuindo para um Tocantins e um Brasil melhores.

A UNITINS É NOSSA e os alunos também.

A chave de pesquisa deve conter pelo menos cinco letras!

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