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Mãe na hora certa

Por Nilmar Ruiz - 18/09/2009

A edição de domingo, dia 13 de setembro de 2009,  do Jornal do Tocantins mostrou a realidade de milhares de meninas tocantinenses que engravidam cada vez mais cedo.

Os números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2008 não são favoráveis ao Tocantins, colocando o estado como o terceiro no Brasil com maior número de registros de gravidez de meninas de 11 a 19 anos. Mas essa é uma realidade que, infelizmente, o Tocantins e o Brasil vêm enfrentando há muito tempo. A cada ano, meninas de 11, 12, 13 anos dão a luz a bebês que, em grande parte, nascem condenados a crescer numa família completamente desestruturada, provocando um problema social de enormes proporções.

A gravidez fora de hora interrompe os sonhos da vida dessas meninas, que na maioria absoluta das vezes, não têm qualquer maturidade para educar um filho e acabam sendo descriminadas pela família e abandonadas pelos companheiros, pais de seus filhos.

Sozinhas, essas meninas encaram a gravidez como um trauma. Essa forma de vivenciar a maternidade fatalmente se refletirá na criação dos filhos. Estatísticas comprovam que filhas de adolescentes certamente repetirão a história das mães, transformando o problema numa bola de neve.

Todas as pesquisas que tratam do assunto apontam a falta de informação e problemas na estrutura familiar como os principais fatores que levam as meninas a engravidarem antes da hora.

Como presidente Nacional do Mulher Democratas, implantamos o programa Mãe na Hora Certa. O projeto foi criado para reduzir o problema da gravidez na adolescência no Tocantins e no Brasil, evitando que meninas interrompam seus sonhos por causa de uma gravidez fora de hora.

Com o Mãe na Hora Certa, criamos uma rede de colaboradores e estamos percorrendo o Tocantins e o Brasil realizando palestras em escolas e junto à comunidade, discutindo o problema e orientando meninas e meninos sobre as consequências de uma gravidez não planejada. Além disso, produzimos um amplo material informativo que está sendo distribuído em comunidades vulneráveis ao problema e em salas de aula, que servem de apoio para que meninas e meninos construam uma consciência sobre o problema.

É muito importante que esse trabalho de conscientização comece dentro de casa. Pais precisam conversar com os filhos sobre o assunto e alertá-los sobre as consequências de uma gravidez na adolescência. A escola também tem um papel fundamental na resolução desse problema, estando aberta à discussão em sala de aula com os alunos e incentivando os pais a tomarem essa postura dentro de casa.

O problema também tem que ser encarado como uma responsabilidade do poder público, que precisa criar políticas para atender a juventude.

A família é a base que sustenta uma sociedade sólida e consistente. Formar famílias estruturadas é uma responsabilidade de todos, pois só assim construiremos um futuro promissor para nossa nação, fazendo com que possamos viver numa sociedade mais justa e mais fraterna.

A chave de pesquisa deve conter pelo menos cinco letras!

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